Passatempo " Imitação Mortal" de J.D Robb - Edições Saída de Emergência/ Edições Chá das Cinco

Boa tarde Novelitos!


Hoje trago-vos uma surpresa!!

Tenho para oferecer a um dos nossos seguidores, em parceria com as Edições Saída de Emergência/ Edições Chá das Cinco , um exemplar do livro " Imitação Mortal" de J.D.Robb.





Sinopse


Num jogo letal de gato e rato, Eve Dallas irá enfrentar um admirador de um dos mais infames assassinos de todos os tempos… 

Um homem de capa e cartola aproxima-se de uma prostituta numa viela escura de Nova Iorque. Minutos depois, ela surge morta. No cenário do crime, um bilhete é endereçado à Tenente Eve Dallas, convidando-a a juntar-se a um jogo que irá revelar a identidade do criminoso. A carta contém apenas a assinatura de “Jack”.
Dallas é forçada a ir em perseguição de um assassino que sabe tanto de serial-killers quanto ela, um homem que estudou alguns dos homicídios mais infames de sempre. E não só é um especialista como quer deixar a sua própria marca.
Ele já escolheu a sua próxima vítima: Eve Dallas. E a única coisa que ela sabe é que o assassino planeia imitar o mais famoso assassino de sempre: Jack, o Estripador.


Regras e dicas do passatempo:
 - É obrigatório ser seguidor do blogue;
- É obrigatório gostar das páginas do blogue e da editora;
- Podem participar 1 vez por dia desde que façam uma nova partilha;
- Os autores, parceiros e blogue não se responsabilizam por eventuais extravios do prémio;
- Podem participar pessoas de Portugal Continental e das ilhas;
- O sorteio será efectuado através do Rafflecopter, o vencedor será contactado em seguida e terá 3 dias para responder ao email, caso não o faça, o prémio será atribuído a um novo vencedor;
- O passatempo começa hoje e termina no dia 18 de julho pelas 12 horas

Boa sorte a todos!!!

Opinião - "Nimona" de Noelle Stevenson - Edições Saída de Emergência



Sinopse

Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam. Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar. 

Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir… NEMÉSIS! DRAGÕES! CIÊNCIA! VENHA CONHECER NIMONA!


Opinião

Considero-me uma leitora versátil e que tenta, pelo menos, ler um pouco de tudo com o intuito de fazer crescer o meu espírito crítico e o espólio/tipologia de livro que conheço, assim sendo, graphic novels não podiam, de todo, ficar de fora das minhas leituras.
Nimona tem feito imenso sucesso lá fora e depois de tantas recomendações já tinha pensado adquirir um exemplar em inglês, no entanto, com as novidades a surgir e com a possibilidade de ter na estante a tradução em português, acabei por esperar mais uns meses para a poder ler.
Hoje, entendo todo o burburinho que Noelle Stevenson provocou, Nimona, não é nada do que se está à espera e muito menos tão linear quanto a sinopse a faz parecer.
Comecei com as expectativas altas e felizmente não me desiludi. A edição está muito fiel à original, mas confesso que tive alguma dificuldade em conseguir ler sem me encandear. Sou uma leitora noctívaga, por isso, acabo por ler imensas vezes à luz do candeeiro e o facto do papel ser tão lustrado acabou por me dificultar em parte a tarefa porque a luz ao embater na folha ficava brilhante e confesso que foram precisas capacidades acrobáticas para encontrar posição que permitisse ler sem me encadear. Entendo que a composição tenha de ser esta, mas para quem lê com luz direta de alguma fonte luminosa vai ter algumas dificuldades.
Relativamente ao desenho, achei que estas ilustrações, apesar de simples, criam entre si uma dinâmica bastante interessante. De vinheta para vinheta existe uma noção de movimento que o leitor vai seguindo apenas com o olhar e vai transformando as imagens em autênticos episódios de desenhos animados em 3D. Noelle Stevenson ponderou muito bem na dinâmica que quis conferir à sua história e às suas ilustrações, acabando por transforma uma simples graphic novel num autêntico filme/série que poderia estar a ser exibida na televisão. Achei que a paleta de cores se foi associando e misturando não só com o mundo criado pela autora, mas também com as várias partes da história, isto é, todos os momentos da história estavam representados com uma paleta de cores diferente, o que por sua vez desperta no leitor sensações que serão iguais ou parecidas com as das personagens que estão envolvidas na narrativa.
Creio que a maior surpresa para cada leitor será a exploração e conhecimento das personagens principais do livro.
 Nimona quer muito ser o braço direito de um grande vilão, quer tanto consegui-lo que acaba por quase o obrigar a aceitá-la. Achei esta personagem simplesmente deliciosa, não há um momento em que consigamos desprendermos-nos dela, além das capacidades metamórficas que são uma dádiva que ela tenta não explicar como conseguiu, ela tem a capacidade de tirar a paciência a um santo. Completamente efusiva, divertida, mete-se em todas as confusões possíveis e imaginária para salvar o seu mestre, sempre com a necessidade de matar pessoas porque afinal, é uma aspirante a vilã e bater nos inimigos não lhe é tão prazeroso como matá-los. Confesso que me rir imenso com as respostas dela, principalmente aquelas que deixavam Lorde Ballister Coração Negro com a cabeça completamente em água ou sem saber se havia de ficar feliz por ter alguém tão devoto ao lado ou com medo das capacidades desconhecidas que a sua aprendiz/sidekick tem.
Lorde Ballister Coração Negro é uma personagem complexa, metódica e com um sentido de justiça incomum nos vilões das histórias. Sinceramente acabei o livro a pensar quem seriam os verdadeiros vilões e categorizei a mastermind deste livro como Anti-Herói (quem ler, irá compreender), havia ali qualquer coisa que o impedia de ser completamente um vilão desprezível que vivia para destruir a paz e no final percebe-se como se passa de potencial herói a vilão por causa de um acontecimento que destrói completamente os vínculos e os sonhos que ficaram por permanecer e concretizar.
Sir Ambrosius Virilha Dourada, não consigo escrever ou pronunciar este nome sem me rir e se este fosse o vilão eu não o conseguiria levar a sério em nenhum dos seus crimes ou maldades, trata-se do herói da organização que governa o povo das terras onde decorre a ação, como seria de esperar é o ser mais bélico e perfeito, com o seu longo cabelo loiro, a sua armadura reluzente de cavaleiro andante e o seu exército de soldadinhos, no entanto, encerra em si uma grande amargura que precisa de ser libertada e talvez por isso não consiga esquecer uma amizade destruída por influências externas. 
Apesar de ter gostado imenso das interações das personagens e da história que vamos vendo a ser construída de capítulo a capítulo, senti que o final não me satisfez, Faltou algo para que eu gostasse daquela conclusão, achei que de certa forma foi acelerado pelo seu conteúdo, não houve exploração real do que nos foi apresentado e isso deixou-me um pouco zangada, talvez porque esperava que não houvesse um salto temporal que acabasse numa situação que não foi totalmente explicada pela autora.
Nesta graphic novel nada é o que parece e tudo se mistura num vertiginosa história de fantasia que vai buscar as grandes paixões de quem adora este género de livro e as mistura todas numa única história, o que acaba por torná-la universal, quase como um produto que foi desenhado para agradar a vários públicos e se vai transformando (tal como a Nimona) a cada virar de página.
 Espero que dêem uma oportunidade a esta obra de arte e que ela vos faça crescer de alguma forma porque afinal, às vezes também precisamos de uma pequena criatura metediça para conseguirmos ver que no fundo até podemos ser mais do que aquilo que esperam de nós.
Deixo-vos aqui um gif que encontrei que é uma pequena representação de uma das partes iniciais e mais icónicas de toda a graphic novel" Não sou uma miúda, sou um TUBARÃO! RAWRR".









Opinião - "Isto Acaba aqui" de Colleen Hoover- Topseller



Sinopse

O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa? 

Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.

Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.

Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? 
Terá força para interromper o ciclo?

Opinião

Terminei este livro há pouco mais de 1 hora e continuo a tentar processar esta nova faceta que Colleen Hoover me apresentou nesta narrativa. Não sei, acho que estou tão habituada ao seu  estilo de escrita e estrutura que acabei por ser surpreendida de uma forma não tão avassaladora como é costume.
Considero que quer na versão original quer na nossa tradução, a própria capa metaforiza um pouco a vida da protagonista, a beleza que nela impera associada à destruição e reconstrução pela qual é obrigada a passar.
Lily tem uma infância bastante complicada de digerir, sou mulher, talvez por isso me cause uma certa repulsa ler sobre um tema que afeta diariamente a vida tanto de homens como mulheres que têm o azar de se apaixonar por alguém que no fundo, não é o que realmente aparenta ser. 
A entrada na adolescência e a necessidade de deixar sair toda aquela amargura que vai sentido ao longo do seu crescimento obriga-a a criar uma espécie de diário onde vai escrevendo diretamente para Elle Degeneres, como se apenas a apresentadora conseguisse alegrar os seus dias e de certa forma fosse a amiga compreensiva que ela necessita até ao dia que o seu olhar se cruza com o de Atlas.
Confesso que a par de Allysa, que só conhecemos muito mais tarde, Atlas é, sem sombra de dúvidas, a minha personagem favorita apesar de haver uma pequeníssima abordagem sobre ele, cheio de mistérios e de uma altruísmo que não é comum nos jovens de hoje em dia. Adorei a relação inocente que partilharam, o crescimento pessoal com a visão social que Lily sofreu ao começar a confraternizar com Atlas acabou por me fazer, em alguns pontos, simpatizar com esta nossa protagonista que tantas vezes me fez ter vontade de a abanar e fazer cair na realidade.
Sei que é habitual Colleen Hoover criar pequenos triângulos amorosos nos seus livros, sei também que estamos muito habituados a ler protagonistas masculinos de tirar o fôlego e nem estranhámos o facto de serem estupidamente perfeitos para a busca afetiva da nossa protagonista, no entanto, desta vez Colleen não conseguiu convencer-me de que Ryle era o príncipe encantado e que aquela história alguma vez teria um final de conto de fadas. Lamento, sei que muita gente adorou este personagem e que ,a certo ponto do livro, levaram uma grande facada no vosso coração, mas desta vez, eu não sofri, eu não chorei, eu não fiquei apertadinha por saber que alguns segredos ou atitudes iam acabar com aquele mundo cor de rosa, não, eu queria apenas que tudo terminasse e Lily ficasse livre daquele amor pesadamente tortuoso.
Achei porém que a autora se precipitou bastante a partir da segunda parte do livro, os acontecimentos foram sucedendo a uma velocidade vertiginosa e praticamente sem referência temporal o que, a meu ver, fez perder algum do potencial que este livro poderia ter, acho que senti que algumas explicações me foram roubadas e que os momentos que a autora foi criando para conferir um avanço na narrativa foram simplesmente sendo despejados para que houvesse esse mesmo desenvolvimento, acho que se avançou sem que grande coisa se fosse desenrolando. Pensei seriamente que iria ser mais forte, um enredo mais dramático e devo dizer-vos que a explicação usada para os acontecimentos mais violentos não me convenceu de todo a desculpar ou sentir pena do nosso protagonista. Não me interpretem mal, não estou a dizer que um acontecimento tão traumático não se transforme numa espiral depressiva que altere o comportamento de uma pessoa, mas usar isso como desculpa para os ato abusivos não é de todo algo que eu consiga digerir e procurar compreender, por muito que isso possa ser a resposta a esses impulsos.
Todo o enredo de "Isto acaba aqui" foi criado com um propósito e talvez por isso não exista aquela familiaridade entre o leitor e o habitual desenlace/desenrolar da narrativa, isto é, eu acredito que este livro não foi um simples romance ou uma tentativa de colocar um tema dramático e atual num tom romanceado, penso sinceramente que a intenção foi consciencializar os leitores para esta realidade e acima de tudo permitir que de alguma forma sejam capaz de se colocar no lugar de quem é vitima, ver a agressão e o processo de absorção, perdão ou rejeição a crescer dentro da própria vítima.
Confesso que não chorei, mas refleti, o que por sua vez, lendo no final a nota de autora, era o pretendido pela mesma quando decidiu trazer cá para fora algo que era tão seu, tão pessoal e presente no seu seio familiar. Foi preciso coragem e um engenho brutal que só Colleen Hoover consegue transmitir e transpor para palavras, tiro-lhe o chapéu por isso. A autora foi capaz de representar não só a perspectiva da vitima, mas também de  entrelaçar com ela os pensamentos que quem está de fora tem e muitas vezes utiliza para julgar ou dizer "Se fosse eu...". Foi extremamente inteligente colocar uma espectadora como vitima porque permitiu ao leitor ter acesso a uma narração introspectiva que confere ao livro uma alta capacidade de familiarização com quem o está a ler, isto é, todo o leitor sabe de alguém ou foi vítima deste pesadelo e ao colocar as duas faces na mesma personagem, a autora consegue que todo e qualquer leitor de alguma forma se identifique com os pensamentos ou atitudes da protagonista. 
Considero este livro uma chamada de atenção, um aviso para que não fechemos os olhos e sejamos capazes de denunciar ou ajudar quem precise realmente de sair de um inferno como este.
"Isto acaba aqui" é um livro bom, pessoal e acima de tudo carregado de lições que nos fazem perceber quão egoístas, desdenhosos e cruéis conseguimos ser quando não compreendemos que o que se passa dentro de quatro paredes não é tão linear como pensámos que é e às vezes o mais difícil não é sair e procurar ajuda, é sair e continuar a viver com o peso que fica no peito sabendo que se teve que abandonar um amor que simplesmente ruiu ao primeiro "acidente".